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Alziro Barbosa participa do último Encontro Ficção Viva do ano

[09-12-2008]

Para a última edição de 2008 do Ciclo de Encontros Ficção Viva, o convidado será o mestre em Direção de Fotografia pelo Instituto Estatal de Cinema da Rússia (VGIK), Alziro Barbosa, cujo trabalho foi premiado em importantes eventos como o Festival de Gramado. O evento acontece dia 15 de dezembro, segunda-feira, às 20 horas, na Cinemateca de Curitiba.

Alziro, que já assinou a direção de fotografia de mais de duas dúzias de filmes em sua carreira, colocará toda sua experiência e vivência internacional à disposição dos participantes do encontro para explorar a concepção fotográfica no cinema.

A proposta é fomentar a compreensão de conceitos de iluminação, composição, cor e movimento de câmera, entre outros, apresentando a multiplicidade de métodos e estratégias que o diretor de fotografia dispõe nas mais diversas estruturas de imagens. Para isso, Alziro parte de dois pontos: a estética e a técnica.

“Minha intenção é despertar o olhar das pessoas para entenderem as ferramentas e poderem realizar suas idéias nas imagens nos filmes”, diz. Outro ponto interessante abordado por Alziro é a relação da fotografia com o roteiro e a direção. “É preciso colocar a identidade do filme na fotografia, descobrindo caminhos e imprimindo suas características”, resume.

Segundo o diretor de fotografia, se antes as técnicas eram limitadas, atualmente existem cada vez mais possibilidades. “Estamos num processo de evolução, no sentido de conseguir domar os recursos fotográficos. Agora é que as pessoas começam a descobrir caminhos narrativos para essas características”, comenta.

Na ocasião, haverá a exibição do longa-metragem paranaense “Mistéryos”, de Beto Carminatti e Pedro Merege, no qual a direção de fotografia ficou a cargo de Alziro. Após a apresentação do filme, Alziro e o diretor Beto Carminatti ficarão a disposição da platéia para um bate-papo.

Filmado em Curitiba e região metropolitana, o filme inspirado no livro “O Mez da Grippe e outros livros”, do escritor e cineasta Valêncio Xavier, foi vencedor do prêmio de Melhor Direção no 3º Festival do Paraná de Cinema Brasileiro Latino.

Sobre o Ficção Viva

As pesquisas de construção dramática desenvolvidas pelo Olho Vivo estão sendo reunidas em uma iniciativa pioneira. O Ficção Viva teve início no mês de outubro com a seleção de 45 alunos para oficinas de roteiro, interpretação e câmara. Durante os dois meses iniciais, os participantes tiveram a oportunidade de aprender conhecimentos teóricos e práticos, além de desenvolverem processos de trabalho em equipe.

O objetivo foi formar um grupo de trabalho coeso para a realização de três curtas-metragens de ficção e um documentário, nos quais a observação crítica da realidade e a utilização da história pessoal dos participantes do projeto servirão de base para a realização dos filmes. “Buscamos uma ficção plural e multifacetada”, explica Marcelo Munhoz, um dos coordenadores do Ficção Viva.

As produções serão realizadas em 2009 a partir da definição de um universo ficcional escolhido pelos participantes (como, por exemplo, armazéns antigos, moradores de comunidades carentes ou grafiteiros, temáticas já abordadas pelo Projeto Olho Vivo). O Ficção Viva conta com o apoio do programa Petrobras Cultural, que estimula a realização de projetos de interesse público, fora da evidência do mercado e que contemplem a cultura brasileira em toda a sua diversidade regional.

Em paralelo, ocorre também o Ciclo de Encontros Ficção Viva com profissionais de destaque nas diversas áreas de realização do cinema. Os encontros buscam aproximar a comunidade do debate sobre as produções cinematográficas e seus processos criativos. A primeira edição contou com a participação da premiada documentarista Maria Augusta Ramos, que analisou a correlação entre ficção e documentário. O segundo recebeu o ator-pesquisador Carlos Simioni, um dos fundadores do Lume Teatro da Unicamp.

Os alunos do projeto participam ainda de workshops com os convidados. “Escolhemos profissionais que sejam referências em suas áreas e, ao mesmo tempo, tenham um perfil diferenciado. Ao analisar suas obras e o método que eles utilizam buscamos ferramentas que possam ser agregadas ao projeto”, conta Luciano Coelho, outro coordenador do Ficção Viva.

Em abril de 2008, o Projeto Olho Vivo completou cinco anos de atividades. Neste período produziu 22 documentários e 15 ficções, obteve 16 prêmios e inúmeras participações em festivais de cinema no Brasil e no exterior, além de receber o prêmio Escola Viva do Ministério da Cultura pelo projeto social “Minha Vila Filmo Eu” e sua metodologia de oficinas de audiovisual nas periferias.

Sobre Alziro Barbosa

Dentre longas, curtas, videoclipes e outros trabalhos em 16mm, 35mm e digital, Alziro já teve premiações em importantes eventos como o Festival de Gramado, Mostras de Curtas Mercosul e Associação Brasileira de Cinematografia, além de ter trabalhos selecionados para Competições Internacionais, como o Munich International Festival e o Student Academy Awards. Destacam-se na cinematografia do diretor os filmes “Serras da Desordem”, “O Mistério da Japonesa”, “A Ira”, “Eternamente” e “Besame Mucho”.

Serviço:

3º Encontro Ficção Viva com Alziro Barbosa
Participação especial de Beto Carminatti
Data: 15 de dezembro (segunda-feira)
Horário: 20h
Local: Cinemateca de Curitiba (Rua Carlos Cavalcanti, 1174 – São Francisco)
Informações: (41) 3015-1592
Aberto ao público em geral. Entrada franca.


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